Tecnologia põe o foco da saúde no paciente
Do mesmo modo que as TICs aplicadas à educação começam a deslocar o foco do professor para o aluno cmo motor do processo de aprendizado, também na saúde, as modernas tecnologias de informação começam a tirar o foco do médico e coloc-alo no paciente. Ou melhor, no processo contínuo de de bem estar. A motivação é reduzir custos, tratando melhor as pessoas.
Semana passada, a visão Intel de transformação do tratamento de saúde deu um passo importante do ponto de vista de modelo de negócio, com o início das vendas do do assistente clínico móvel (MCA, sigla em inglês) que permite às enfermeiras dedicarem mais tempo a seus pacientes: o C5, fabricado pela Motion Computing. Como parte da solução, a Intel e a Motion Computing trabalharam apenas com prontuários eletrônicos (EMR, sigla em inglês) e outras companhias de softwares clínicos para refinar suas aplicações para uso no MCA.
Um protótipo de C5 foi apresentado aqui no Editor´s Day pelo gerente de desenvolvimento de negócios da Intel Brasil para a área de Saúde, José Luiz Bruzadin. Até o fim do ano, a Intel espera trazer algumas unidades da versão comercial do equipamento para dar início aos estudos de implantação do modelo no Brasil.
- O maior desafio não é tecnológico. É de modelo de negócio. Além do trabalho de adaptação com os fornecedores de software, será preciso também trabalhar a distribuição com empresas que conheçam bem os mercados de tecnologia e saúde, como é o caso da Motin Computing, lá nos Estados Unidos, pondera Bruzadin.
Do ponto de vista dos usuários, Bruzadin acredita que existam entre 100 e 200 hospitais no Brasil, em sua maioria de redes particulares, em condições de implantar soluções semelhantes às que começaram a ser vendidas nos Estados Unidos, em um arco de tempo de até um ano.
Para desenvolver o MCA no mercado americano, a Intel levou um ano desenvolvendo seu projeto piloto em diversos hospitais, como o Hospital El Camino, na Carolina do Norte, o Salford Royal NHS Foundation Trust, no Reino Unido, e o Hospital Changi General, em Singapura. Sociólogos do grupo de Saúde Digital da Intel conduziram estudos clínico-etnográficos com o MCA nos hospitais para compreenderem o uso, a utilidade e a usabilidade do MCA no contexto real do tratamento médico. E também foram feitos projetos para desenvolvimento conjunto de soluções com outros fornecedores de eqpamentos médico-hospitalares, como a Siemmens.
(via deluca)